Eu sou uma mulher negra de pele clara e isso por muitas vezes gerou confusão do tipo: “mas você não é negra, é morena!” ou “negra é a pessoa bem escura, você não é assim”.

Cresci em ambientes com pouco conhecimento sobre negritude, daí vem essas falas.

Mas isso mudou quando eu fui à minha primeira sessão de terapia da vida toda, eu tinha 20 anos.

E conversando com meu psicólogo e ele me perguntou: Josi, você já sofreu a racismo?

Eu logo respondi: Não

Ele continuou: Tem certeza?

Eu disse: Sim

Ele respondeu: Nada relacionado a sua cor? A sua característica como cabelo, boca ou nariz?

Na hora que ele mencionou cabelo o mundo parou e uma caixa que estava muito bem guardada num sótão (chamado inconsciente) subiu e se abriu e dali saíram muitas lembranças.

Eu respondi para ele: Meu cabelo

Ele: Seu cabelo pertence a qual etnia?

Eu: A negra

Ele: Então, Josi, você sofreu racismo.

Eu saí daquela sessão de terapia e no caminho para casa eu listei 16 situações de racismo sofridas na infância. Sim 16 situações, 16 situações que eu lembro, provavelmente tiveram muitas outras.

Doeu lembrar dessas situações? Por mais louco que eu possa dizer, não doeu, porque finalmente eu descobri o quanto o racismo impactou na minha autoestima.

Antes daquela sessão de terapia eu me achava totalmente inadequada e tentava entender onde eu estava errando.

Mas naquele dia eu entendi que não estava errada, mas sim uma sociedade que mede o valor de uma pessoa (se vai amar ou respeitar) pela cor dela.

Meu psicólogo naquela sessão me disse: você pode olhar para cima, você não precisa pedir licença para entrar nos lugares porque os lugares também são seus.

E eu saí daquele consultório dona de mim, cabeça erguida e ciente que o lugar que eu escolhesse poderia ser meu.

Eu sei que você se sente inadequada e que este mundo não te acolhe como você gostaria, mas quero te convidar a construir este mundo que é confortável para você.

Por aqui eu passei pela transição capilar, presei por amizades que tentem compreender o que é a dor de ser negra (o) numa sociedade racista e valorizar o trabalho de outros profissionais negros.

Como você pode construir um mundo no qual você se sinta mais confortável? 

Não, eles não vão construir esse mundo para você. Eu sinto muito, mas é a verdade!

No consultório tenho pacientes que encontraram esse mundo colocando limite na relações com algumas pessoas, comprando roupas do tamanho adequada para ela, fazendo e costurando as próprias roupas, criando as próprias regras para a alimentação.

Espero que você possa entender como eu entendi que você e eu só somos inadequadas porque estamos numa sociedade que ainda não acolhe como deveria a diversidade.

O dia que me tornei negra

Eu sou uma mulher negra de pele clara e isso por muitas vezes gerou confusão do tipo: “mas você não é negra, é morena!” ou “negra é a pessoa bem escura, você não é assim”.

Cresci em ambientes com pouco conhecimento sobre negritude, daí vem essas falas.

Mas isso mudou quando eu fui à minha primeira sessão de terapia da vida toda, eu tinha 20 anos.

E conversando com meu psicólogo e ele me perguntou: Josi, você já sofreu a racismo?

Eu logo respondi: Não

Ele continuou: Tem certeza?

Eu disse: Sim

Ele respondeu: Nada relacionado a sua cor? A sua característica como cabelo, boca ou nariz?

Na hora que ele mencionou cabelo o mundo parou e uma caixa que estava muito bem guardada num sótão (chamado inconsciente) subiu e se abriu e dali saíram muitas lembranças.

Eu respondi para ele: Meu cabelo

Ele: Seu cabelo pertence a qual etnia?

Eu: A negra

Ele: Então, Josi, você sofreu racismo.

Eu saí daquela sessão de terapia e no caminho para casa eu listei 16 situações de racismo sofridas na infância. Sim 16 situações, 16 situações que eu lembro, provavelmente tiveram muitas outras.

Doeu lembrar dessas situações? Por mais louco que eu possa dizer, não doeu, porque finalmente eu descobri o quanto o racismo impactou na minha autoestima.

Antes daquela sessão de terapia eu me achava totalmente inadequada e tentava entender onde eu estava errando.

Mas naquele dia eu entendi que não estava errada, mas sim uma sociedade que mede o valor de uma pessoa (se vai amar ou respeitar) pela cor dela.

Meu psicólogo naquela sessão me disse: você pode olhar para cima, você não precisa pedir licença para entrar nos lugares porque os lugares também são seus.

E eu saí daquele consultório dona de mim, cabeça erguida e ciente que o lugar que eu escolhesse poderia ser meu.

Eu sei que você se sente inadequada e que este mundo não te acolhe como você gostaria, mas quero te convidar a construir este mundo que é confortável para você.

Por aqui eu passei pela transição capilar, presei por amizades que tentem compreender o que é a dor de ser negra (o) numa sociedade racista e valorizar o trabalho de outros profissionais negros.

Como você pode construir um mundo no qual você se sinta mais confortável?

Não, eles não vão construir esse mundo para você. Eu sinto muito, mas é a verdade!

No consultório tenho pacientes que encontraram esse mundo colocando limite na relações com algumas pessoas, comprando roupas do tamanho adequada para ela, fazendo e costurando as próprias roupas, criando as próprias regras para a alimentação.

Espero que você possa entender como eu entendi que você e eu só somos inadequadas porque estamos numa sociedade que ainda não acolhe como deveria a diversidade.

Contato

Como posso te ajudar?

Espero ter exposto de forma clara o que tenho a lhe oferecer, caso tenha alguma dúvida, por favor entre em contato comigo. Terei o maior prazer em lhe atender.

Nutricionista Joseane Bessa
CRN 3 51561

E-mail: unrtjisobiseas@gamli.cmo
WhatsApp: 11 93327-2619

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