A história da Ana — e a realidade de muitos colaboradores

A Ana tem compulsão alimentar, mas ninguém no trabalho sabe disso. Ela se mantém controlada durante o expediente, sempre seguindo dietas restritas e evitando exagerar na frente dos colegas. Mas, ao chegar em casa depois de um dia difícil, ela recorre à comida como válvula de escape.

O que começa como "um pedacinho" rapidamente se transforma em uma compulsão: bolo inteiro, panela de macarrão, petiscos… A culpa e o desconforto abdominal vêm logo depois. No fundo, ela torce para se sentir melhor e conseguir trabalhar no dia seguinte. Caso contrário, pensará em faltar ao trabalho.

Esse relato é mais comum do que se imagina. Muitas profissões exigem desempenho, e expectativas externas e internas fazem com que os colaboradores ocultem suas dificuldades — como o transtorno alimentar — em nome da performance.

Mas o problema não fica só no emocional ou no físico. A realidade é que estresse, compulsão alimentar e baixa produtividade caminham juntos, criando um ciclo que impacta tanto o indivíduo quanto a empresa.

Dados que revelam o impacto no ambiente corporativo

Uso indireto do corpo no trabalho: entre presenteísmo e absenteísmo

No Brasil, um estudo da Pesquisa Nacional de Saúde (2019) mostrou que 38,5% dos trabalhadores já relataram ter faltado ao trabalho por motivo de doença PubMed. As doenças mais associadas ao absenteísmo foram problemas de coluna, depressão, hipertensão e dislipidemia PubMedSciELO.

Além disso, trabalhadores com multimorbidade (duas ou mais doenças crônicas) apresentaram uma produtividade reduzida que soma, em média, 170 horas perdidas por ano, entre absenteísmo e presenteísmo SciELO.

Em outro levantamento, sobre trabalhadores da Grande São Paulo, a prevalência de absenteísmo foi de 12,8%, e a de presenteísmo (estar no trabalho, mas com rendimento reduzido) chegou a 14,3% PubMed.

No setor público de Goiânia, entre 13.408 servidores, ocorreram 40.578 licenças médicas, totalizando 944.722 dias de afastamento, com destaque para transtornos mentais (26,5%) e doenças musculoesqueléticas (25,1%) SciELO Saúde Pública.

Esses números mostram uma conexão clara entre saúde — física e mental — e produtividade no trabalho. Ignorar o bem-estar dos colaboradores é abrir espaço para menos foco, mais faltas e ainda mais custos.

Presenteísmo: o colaborador presente, mas ausente de resultados

O presenteísmo muitas vezes custa mais que o absenteísmo. Estudos internacionais indicam que colaboradores presentes, porém improdutivos por doenças ou desconfortos, geram perdas significativas de rendimento.

Por exemplo, em países como os EUA, os custos relacionados ao presenteísmo chegam a US$ 150 bilhões por ano, enquanto faltas custam cerca de US$ 660 por funcionário por ano Wikipedia.

Um relatório do Reino Unido mostrou que, em média, os funcionários perdem o equivalente a 44 dias de produtividade por ano trabalhando enquanto estão doentes, além de 6,7 dias de licença médica The Guardian.

A ligação entre estresse, compulsão e queda de desempenho

O ciclo que afeta a Ana (e tantos outros colaboradores) é reforçado por elementos psicofisiológicos:


	
	Estresse e sobrecarga emocional geram ansiedade e baixa tolerância ao desconforto.
	
	
	A compulsão alimentar emocional funciona como mecanismo de alívio imediato.
	
	
	Há prejuízo físico (desconforto, sono, fadiga) e mental (culpa, baixa autoestima).
	
	
	O resultado: foco e produtividade caem, elevando o risco de faltas e presenteísmo.
	


Além disso, muitos que enfrentam transtornos alimentares apresentam comorbidades psiquiátricas, como depressão e ansiedade — condições que se correlacionam a maiores taxas de absenteísmo e presenteísmo PMC.

Em um estudo com pessoas diagnosticadas com transtorno de compulsão alimentar (BED), houve presenteísmo de aproximadamente 30% nos dias de trabalho e absenteísmo em quase 10% PMC.

Impacto ampliado para as empresas

Quando colaboradores como a Ana vivem esse ciclo, a empresa sofre em vários níveis:


	
	Produtividade reduzida: tarefas levam mais tempo, decisões são adiadas e erros aumentam. Em casos de doenças musculoesqueléticas e estresse, pode haver perda de produtividade entre 20% a 56% nos dias de presenteísmo proservices.swiss.
	
	
	Gestão afetada: maior pressão sobre outros funcionários para compensar faltas ou baixa performance.
	
	
	Maior risco de afastamentos longos posteriormente, já que o presenteísmo tende a atrasar a recuperação proservices.swissWikipedia.
	
	
	Clima organizacional desgastado, com colaboradores sobrecarregados ou desmotivados.
	
	
	Custos diretos e indiretos crescentes: duplicação em serviços de saúde, turnover, legalidades e queda no engajamento meditopia.comThe Guardian.
	


Soluções possíveis com foco na nutrição comportamental

A boa notícia é que esse ciclo pode ser interrompido, e a nutrição comportamental no ambiente corporativo tem um papel estratégico para isso:


	
	Educação sobre comida emocional – ensinar a identificar sinais de compulsão ajuda a resgatar o autocontrole da rotina alimentar.
	
	
	Estratégias práticas para gerenciamento do estresse, como pausas conscientes e mindful eating.
	
	
	Ambiente acolhedor – promover segurança psicológica para que os colaboradores se sintam à vontade para buscar apoio.
	
	
	Integração com outros cuidados – orientar sobre sono, atividades físicas e higienização neuroemocional.
	


Conclusão

O elo invisível entre estresse, compulsão alimentar e queda de produtividade é real — e impacta tanto a saúde dos colaboradores quanto os resultados da empresa.

O caso da Ana ilustra bem: o sofrimento silencioso gera presenteísmo, culpa e risco de adoecer futuramente, o que leva a ainda mais faltas e, em última instância, perda de talentos.

Ignorar esse cenário é perder oportunidades de cuidar, prevenir e reter pessoas. Em contrapartida, investir em nutrição comportamental, suporte emocional e programas integrados de bem-estar transforma esse ciclo: colaboradores mais presentes de corpo e mente, empresas mais saudáveis e produtivas.

Se sua empresa quer reduzir o presenteísmo, aumentar o engajamento e gerar um ambiente de trabalho que valorize saúde e desempenho, eu posso ajudar. Ofereço palestras e workshops dinâmicos sobre estresse, compulsão alimentar e produtividade consciente — práticos, acolhedores e transformadores.

Entre em contato e vamos fortalecer juntos o bem-estar e a produtividade no seu time.

O elo invisível: estresse, compulsão alimentar e produtividade no trabalho

A história da Ana — e a realidade de muitos colaboradores

A Ana tem compulsão alimentar, mas ninguém no trabalho sabe disso. Ela se mantém controlada durante o expediente, sempre seguindo dietas restritas e evitando exagerar na frente dos colegas. Mas, ao chegar em casa depois de um dia difícil, ela recorre à comida como válvula de escape.

O que começa como "um pedacinho" rapidamente se transforma em uma compulsão: bolo inteiro, panela de macarrão, petiscos… A culpa e o desconforto abdominal vêm logo depois. No fundo, ela torce para se sentir melhor e conseguir trabalhar no dia seguinte. Caso contrário, pensará em faltar ao trabalho.

Esse relato é mais comum do que se imagina. Muitas profissões exigem desempenho, e expectativas externas e internas fazem com que os colaboradores ocultem suas dificuldades — como o transtorno alimentar — em nome da performance.

Mas o problema não fica só no emocional ou no físico. A realidade é que estresse, compulsão alimentar e baixa produtividade caminham juntos, criando um ciclo que impacta tanto o indivíduo quanto a empresa.

Dados que revelam o impacto no ambiente corporativo

Uso indireto do corpo no trabalho: entre presenteísmo e absenteísmo

No Brasil, um estudo da Pesquisa Nacional de Saúde (2019) mostrou que 38,5% dos trabalhadores já relataram ter faltado ao trabalho por motivo de doença PubMed. As doenças mais associadas ao absenteísmo foram problemas de coluna, depressão, hipertensão e dislipidemia PubMedSciELO.

Além disso, trabalhadores com multimorbidade (duas ou mais doenças crônicas) apresentaram uma produtividade reduzida que soma, em média, 170 horas perdidas por ano, entre absenteísmo e presenteísmo SciELO.

Em outro levantamento, sobre trabalhadores da Grande São Paulo, a prevalência de absenteísmo foi de 12,8%, e a de presenteísmo (estar no trabalho, mas com rendimento reduzido) chegou a 14,3% PubMed.

No setor público de Goiânia, entre 13.408 servidores, ocorreram 40.578 licenças médicas, totalizando 944.722 dias de afastamento, com destaque para transtornos mentais (26,5%) e doenças musculoesqueléticas (25,1%) SciELO Saúde Pública.

Esses números mostram uma conexão clara entre saúde — física e mental — e produtividade no trabalho. Ignorar o bem-estar dos colaboradores é abrir espaço para menos foco, mais faltas e ainda mais custos.

Presenteísmo: o colaborador presente, mas ausente de resultados

O presenteísmo muitas vezes custa mais que o absenteísmo. Estudos internacionais indicam que colaboradores presentes, porém improdutivos por doenças ou desconfortos, geram perdas significativas de rendimento.

Por exemplo, em países como os EUA, os custos relacionados ao presenteísmo chegam a US$ 150 bilhões por ano, enquanto faltas custam cerca de US$ 660 por funcionário por ano Wikipedia.

Um relatório do Reino Unido mostrou que, em média, os funcionários perdem o equivalente a 44 dias de produtividade por ano trabalhando enquanto estão doentes, além de 6,7 dias de licença médica The Guardian.

A ligação entre estresse, compulsão e queda de desempenho

O ciclo que afeta a Ana (e tantos outros colaboradores) é reforçado por elementos psicofisiológicos:

  1. Estresse e sobrecarga emocional geram ansiedade e baixa tolerância ao desconforto.

  2. A compulsão alimentar emocional funciona como mecanismo de alívio imediato.

  3. Há prejuízo físico (desconforto, sono, fadiga) e mental (culpa, baixa autoestima).

  4. O resultado: foco e produtividade caem, elevando o risco de faltas e presenteísmo.

Além disso, muitos que enfrentam transtornos alimentares apresentam comorbidades psiquiátricas, como depressão e ansiedade — condições que se correlacionam a maiores taxas de absenteísmo e presenteísmo PMC.

Em um estudo com pessoas diagnosticadas com transtorno de compulsão alimentar (BED), houve presenteísmo de aproximadamente 30% nos dias de trabalho e absenteísmo em quase 10% PMC.

Impacto ampliado para as empresas

Quando colaboradores como a Ana vivem esse ciclo, a empresa sofre em vários níveis:

  • Produtividade reduzida: tarefas levam mais tempo, decisões são adiadas e erros aumentam. Em casos de doenças musculoesqueléticas e estresse, pode haver perda de produtividade entre 20% a 56% nos dias de presenteísmo proservices.swiss.

  • Gestão afetada: maior pressão sobre outros funcionários para compensar faltas ou baixa performance.

  • Maior risco de afastamentos longos posteriormente, já que o presenteísmo tende a atrasar a recuperação proservices.swissWikipedia.

  • Clima organizacional desgastado, com colaboradores sobrecarregados ou desmotivados.

  • Custos diretos e indiretos crescentes: duplicação em serviços de saúde, turnover, legalidades e queda no engajamento meditopia.comThe Guardian.

Soluções possíveis com foco na nutrição comportamental

A boa notícia é que esse ciclo pode ser interrompido, e a nutrição comportamental no ambiente corporativo tem um papel estratégico para isso:

  • Educação sobre comida emocional – ensinar a identificar sinais de compulsão ajuda a resgatar o autocontrole da rotina alimentar.

  • Estratégias práticas para gerenciamento do estresse, como pausas conscientes e mindful eating.

  • Ambiente acolhedor – promover segurança psicológica para que os colaboradores se sintam à vontade para buscar apoio.

  • Integração com outros cuidados – orientar sobre sono, atividades físicas e higienização neuroemocional.

Conclusão

O elo invisível entre estresse, compulsão alimentar e queda de produtividade é real — e impacta tanto a saúde dos colaboradores quanto os resultados da empresa.

O caso da Ana ilustra bem: o sofrimento silencioso gera presenteísmo, culpa e risco de adoecer futuramente, o que leva a ainda mais faltas e, em última instância, perda de talentos.

Ignorar esse cenário é perder oportunidades de cuidar, prevenir e reter pessoas. Em contrapartida, investir em nutrição comportamental, suporte emocional e programas integrados de bem-estar transforma esse ciclo: colaboradores mais presentes de corpo e mente, empresas mais saudáveis e produtivas.

Se sua empresa quer reduzir o presenteísmo, aumentar o engajamento e gerar um ambiente de trabalho que valorize saúde e desempenho, eu posso ajudar. Ofereço palestras e workshops dinâmicos sobre estresse, compulsão alimentar e produtividade consciente — práticos, acolhedores e transformadores.

Entre em contato e vamos fortalecer juntos o bem-estar e a produtividade no seu time.

Contato

Como posso te ajudar?

Espero ter exposto de forma clara o que tenho a lhe oferecer, caso tenha alguma dúvida, por favor entre em contato comigo. Terei o maior prazer em lhe atender.

Nutricionista Joseane Bessa
CRN 3 51561

E-mail: unrtjisobiseas@gamli.cmo
WhatsApp: 11 93327-2619

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