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23 de outubro de 2023
Hoje vou contar um pouquinho da minha história. Quando eu tinha 15 anos e eu era menor aprendiz, no final de ano teve festa de confraternização das empresas e iria acontecer num lugar muito bonito parecia um hotel fazenda, tinha piscina tinha, bastante natureza e coisa fazer e eu lembro que todo mundo ao meu redor meus colegas estavam felizes, menos eu...
Porque eu estava preocupada de como eu iria nessa festa tomar banho de piscina e não molhar meu cabelo porque eu achava que meu cabelo era feio e que as pessoas iriam me julgar. Eu achava que eu iria me sentir fora daquele lugar.
Então eu decidi que eu não iria entrar na piscina e não brincaria com meus colegas naquele momento e assim foi por vários e vários anos, eu evitando praia, piscina e qualquer coisa que pudesse expor o meu cabelo na forma natural.
E isso mudou (ainda bem rs) em 2015. Eu passei pelo processo de transição capilar e foi nesse processo que eu me entendi em várias áreas da minha vida até enquanto uma mulher negra e esse cabelo foi uma mudança muito grande na minha vida, a ponto de existir uma Joseane antes e uma Joseane depois.
Eu lembro muito do dia que eu cortei o meu cabelo, cortei a parte lisa e deixei só a parte cacheada e nesse dia eu lembro que saindo do salão bateu um vento no meu cabelo e lembrei da sensação ótima que é o vento batendo no cabelo no cabelo molhado, porque nem isso eu me permitia, sair com o cabelo molhado de casa.
Realmente eu vivia uma prisão. Em dezembro de 2015 foi a minha liberdade, minha libertação desses padrões.
Vejo no consultório e com as mulheres que eu converso que isso também passa pelo emagrecimento. Muitas se colocam que vão fazer algo só depois que emagrecerem, namorar depois que emagrecer, fazer aquela viagem para praia depois que emagrecer, aula de natação e um monte de coisa depois que emagrecer.
E assim o que acontece é você se ver ali com a sua vida travada e aí entra num outro ciclo que gera outros problemas que é a urgência em emagrecer porque precisa ser rápido.
Eu concordo com você, realmente se tem várias áreas da sua vida que estão paradas por conta desse ponto é natural que você queira tirar isso da frente o mais rápido.
A partir disso você entra em dietas mirabolantes dieta que te exponha a perigos nutricionais ou perigos de vida mesmo. Você emagrece 10, 15 kg e sente uma alegria imensa. Mas logo depois vem o efeito sanfona.
Em dezembro você estava super comemorando, mas em janeiro você está triste porque esse peso começa a retornar e aí vem a frustração, mais frustração, mais dor, mais sofrimento e mais ‘eu não posso viver’
E é disso que eu quero falar com você hoje. Será que a gente precisa realmente esperar para viver? Será que você não pode se dar a chance de viver enquanto emagrecimento não acontece até para que ele não seja doloroso, até para que ele não seja envolvido em tanto sofrimento?
E tem mais uma pergunta eu faço muito em consultório para as minhas pacientes que é: Se esse fosse o seu último ano de vida emagrecer ainda seria a sua prioridade ? Será que você faria tudo o que você está fazendo, fazendo dieta que te deixam com muita fome?
Maioria das minhas pacientes respondem que “Não”, elas falam viajariam, que elas iriam pra praia, que elas iriam tirar sonhos do papel, que elas iriam ver pessoas que elas se recusam a ver porque acha que vão julgá-la por conta do peso mas que são pessoas que ela ama muito.
Então, o emagrecimento está no ponto importante mas não é o crucial né ? Quando a gente coloca nessa perspectiva de que talvez a gente talvez esse seja o nosso último ano de vida.
Será que nessa questão da praia ou até mesmo a minha questão, se eu tivesse me divertido lá em 2 2011 eu iria lembrar do meu cabelo que estava arrumadinho ou iria lembrar do quanto eu me divertir, o quanto foi gostoso estar com aquelas pessoas?
Porque você provavelmente é isso que a gente leva para a vida né? Quando a gente olha pro passado vai lembrar mais da sensação do que do jeito exatamente que estava, tudo certinho.
E é por isso que eu quero te convidar a fazer pequenos movimentos de respeito. Você não precisa se obrigar amar o seu corpo, mas é importante que você respeite o seu corpo.
E o respeito não tem condição, você não respeita as pessoas na rua, a moça do supermercado ou o rapaz da padaria porque eles são x ou y. Você respeita o porque eles são pessoas e você também é uma pessoa, então você também merece respeito.
Esse respeito começa por você! Quais são esses pequenos movimentos de respeito? Pode ser qualquer coisa que você considere que nesse momento seja simples, seja fácil. Você não precisa ir se aventurar a colocar um biquíni e ir pra praia tá, se isso for difícil para você?
Mas talvez você possa usar um batom se você não usá-lo por achar seu rosto é redondo e vai chamar muita atenção, mas se for algo simples por que não?
Você pode se permitir comprar lingerie ou roupa novas que sirvam em você e você se sinta confortável.
Eu te convido a entrar nesse movimento... nesses pequenos movimentos de respeito consigo mesma. Vamos?
Contato
Espero ter exposto de forma clara o que tenho a lhe oferecer, caso tenha alguma dúvida, por favor entre em contato comigo. Terei o maior prazer em lhe atender.
Nutricionista Joseane Bessa
CRN 3 51561
E-mail: unrtjisobiseas@gamli.cmo
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