Muito se fala sobre alimentação saudável e que devemos tê-la diariamente...
19 de dezembro de 2022— Nossa que vontade de comer pizza! (você) — Mas pizza engorda e você...
19 de dezembro de 2022Introdução Você já deve ter percebido o quanto algumas palestras trazem...
3 de agosto de 2026
Você já deve ter percebido o quanto algumas palestras trazem muito conteúdo sobre saúde e alimentação e naquele momento todos adoram e saem empolgados para colocar em prática os conteúdos aprendidos.
Logo depois de uma semana o assunto já morreu e todos voltaram a rotina de antes.
O que fazer para que os colaboradores se sinta realmente motivados a mudar? Uma dica: as pessoas se sente mais sensibilizadas a mudar quando se sente compreendidas e vistas.
Se você perguntar para alguém o que é preciso fazer para ser saudável ela provavelmente vai arriscar alguma respostas, como: comer fruta, comer salada, comer com moderação.
Quase todo mundo conhece algum ponto sobre a alimentação e saúde, mas então por quê nem todo faz o que é necessário?
Eu atendo pacientes que já passaram com outros profissionais e sabem calorias de cor e salteado, mas isso não é suficiente para elas mudarem a alimentação.
Um caso de consultório, uma paciente estava super estável, mas um problema no trabalho a fez pedir muito delivery e comer vários doces. Ela teve uma recaída, mesmo tendo alguns meses de estabilidade. E o que trabalhamos foi organizar a rotina de cuidado e não apenas coma isso ou aquilo. Conforme organizamos a rotina de cuidado, ela conseguiu voltar a comer salada, cozinhar, comer fruta e reduzir os doces.
Para muitas pessoas a comida é tudo, conforto, abraço, acolhimento, alegria. Qualquer variação emocional (que acontece o tempo todo) principalmente no trabalho pode levar a comer muito e desorganizador a rotina alimentar.
O comportamento alimentar é complexo e cheio de variáveis, a escolha dos alimentos é apenas um das etapas. Quando eu estava na faculdade fiz um trabalho de iniciação cientifica que era sobre os determinantes da compra de alimentos e posso te dizer que havia vários itens que determinava a compra de um alimento.
E quero trazer para você alguns desses fatores que levam uma pessoa a comer de uma forma e não de outra.
O estresse é um determinante importante porque altera nossos hormônios e sono e podemos levar a comer mais e alimentos mais palatáveis. Então, a informação será pouco relevante porque uma vida estressante não oferece espaço para o cuidado.
E por falar em ambiente, o trabalho é um ambiente onde as pessoas passam boa parte do tempo e mesmo que aconteça no home office tem a interação dos colegas, as reuniões e pressões por entrega. Um trabalho que não olha para a saúde passará facilmente por cima do horário de almoço e lanches dos colaboradores, colocando-a/o para escolher entre comer ou fazer uma entrega.
E o tempo dentro de uma vida estressante, com muitas entregas para fazer pode ser algo escasso. E quando olhamos para as mulheres que, ainda hoje, tem tripla jornada de trabalho a questão do tempo fica ainda mais difícil. As mulheres sofrem muita pressão para pertencer ao padrão de beleza e ao mesmo tempo pressão de cuidado, deixando essa conta impossível de fechar.
As emoções influenciam muito porque a história com a comida é permeada por significados que as emoções dão. E às vezes as emoções são tão difíceis que a comida se torna uma alegria no dia, informação nutricional pode estar presente mas não resolve a questão. Quem nunca quis um doce e optou por uma fruta, não atendeu a vontade de doce, logo depois você estava comendo o doce e em grande quantidade.
A rotina que é a forma como a pessoa organiza o dia a dia dela conta muito, pessoas com uma rotina estressante costumam não ter espaço para cuidar da alimentação.
Outro fator são as pessoas que ela convive. Imagine um colaborador que quer parar de beber bebida alcoólica, mas seu ciclo social todos bebem e quando se encontram sempre tem uma cervejinha. Qual a chance dessa pessoa conseguir parar de beber? Pouca, mas não é impossível. Ela vai precisar dizer muitos “nãos” e estabelecer seu limite com esse novo objetivo, às vezes até arriscar perder algumas pessoas desse ciclo já que o mantinha a amizade era a bebida alcoólica.
Se você tem uma empresa que tem várias unidades no Brasil, a palestra precisa considerar isso. Para alguém que mora em SP faz sentido comer pão, fruta e café com leite de manhã. Já para alguém que cresceu na Bahia talvez o que faça mais sentido comer mandioca com manteiga, fruta e café no café da manhã.
E num mundo com muita tela e pressão no trabalho, o sono pode ficar em último lugar e se acontecer não terá a qualidade necessária para descansar. Durante o sono os hormônios envolvidos na fome e saciedade são regulados, logo dormir mal pode influenciar na forma e na quantidade que ela come. E se ela não tiver descansada não terá energia para organizar todas as etapas que a alimentação precisa (comprar, fazer o cardápio, cozinhar).
Agora que você já entendeu o panorama do comportamento alimentar e como vários fatores influenciam na hora de comer e quero aprofundar no ambiente da empresa.
Você já deve ter visto alguns memes sobre uma reunião que podia ter sido apenas um e-mail e é necessário avaliar se tantas reuniões são realmente necessárias. E caso, de fato, sejam é preciso avaliar o intervalo entre as reuniões. Uma colaboradora que sabe que o lanche vai diminuir a fome das próximas refeições se estiver em uma reunião atrás da outra, ela não poderá fazer uma pausa para o lanche da manhã ou da tarde mesmo que saiba a importância.
Às vezes a cultura dos colaboradores é comer correndo para voltar a trabalhar ou resolver uma demanda pessoal. Se ela/ele come sem atenção isso pode afetar a digestão e até naquele famoso sono após o almoço.
E tem os colaboradores que almoçam direto na mesa de trabalho seja em casa e ou no presencial, isso afeta a atenção ao comer que pode influenciar na quantidade que come e na qualidade do come, dificilmente você verá alguém que almoça na mesa do computador comendo arroz, feijão, carne e salada.
A famosa pausa para o cafézinho pode ser uma obstáculo que máscara as noites mal dormidas, o estresse, cansaço e necessidade de se distrair. O problema está no açúcar que a pessoa coloca? Não só. O café pode aumentar a energia e desorganiza o sono da noite e isso se tornará um ciclo vicioso: a pessoa dorme mal - toma café para ter energia - fica sem sono e dorme mal.
Agora, temos o energético sendo usado pelos colaboradores mais novos, isso pode gerar uma falsa de profundidade, mas isso engana porque a pessoa está deixando de se cuidar para trabalhar e uma hora a conta vai chegar.
O bolo de pote, o bombom, a bala pode entrar na mesma ideia de gerar energia e lidar com as emoções e voltamos ao ponto que a pessoa pode saber muito sobre nutriente, mas existem outros fatores que a impede de se cuidar.
Uma palestra que traga clareza e movimento precisa abordar os gatilhos alimentares e responder a pergunta: O que leva você a comer da forma que come? Quais são os fatores envolvidos na sua história que te trouxeram até aqui? O que precisa mudar nas suas crenças e rotina para que você consiga comer bem?
Fome e saciedade são recursos básicos da alimentação, mas por conta da rotina, estresse, trabalho e emoções eles podem ser ignorados e até perdidos temporariamente, ajudar os colaboradores a reconhecer esses sinais é importante para ajudá-los a sustentar a mudança no longo prazo.
Muitos dos meus pacientes já contaram que não se sentiram bem cuidando da alimentação em programas de saúde da empresa porque não sentiram que eram vistos e ouvidos. Compreender o estresse do trabalho e outras áreas da vida será fundamental para que possam compreender mais sobre si mesmo e pensar ou propor mudanças a partir disso.
Eu sei que é tentadora a ideia das pessoas tomarem café sem açúcar, trocar doce por fruta e substituir o bolo de aniversariante do mês por uma versão mais saudável, mas acredite em mim isso só espalhará uma cultura de culpa entre todos e aquele clima chato de “hummm estou vendo você comendo isso.” Os alimentos afetivos e festivos podem fazer parte de uma alimentação saudável e criar uma cultura de cuidado gentil na sua empresa permitira que alguém se sinta em paz para comer salada no almoço e participar da festa de aniversariante do mês sem achar que isso é um problema.
Eu gosto sempre de falar da expectativa das dietas onde existe o “comer certinho”, mas caso ele falhe existe o “amanhã eu volto”, “Jaquei”, “correr atrás do prejuízo”. A minha proposta é trazer o caminho do meio, onde ao invés de pensar em comer fruta todos os dias, a pessoa pode começar fruta 3x/semana e depois ir evoluindo aos poucos.
Eu imagino o quanto é cansativo cuidar de tudo o que os colaboradores da empresa precisam e olhar para tantos fatores da alimentação pode ser um desafio, mas é por isso que eu estou aqui para pensar e estruturar o que sua empresa precisa abordar em saúde e alimentação.
É claro que as empresas não têm poder sobre as escolhas individuais dos colaboradores, entretanto eles passam 8 horas do dia deles se dedicando à empresa e trabalhar com essa atenção e presença (para o presencial) pode ajudá-lo a iniciar ou fortalecer o cuidado com a saúde.
E como fazer isso?
O RH da empresa pode ajudar a estruturar pequenas, com os gerentes de cada departamento, pausas para descanso. Colocar lembrete para beber água espalhados pela empresa.
Outra forma é promover conscientização do autocuidado e bem-estar, principalmente para mulheres, já que elas tendem a cuidar de todos e menos de si mesmas.
Valorizar uma cultura de respeito à imagem e diversidade corporal pode oferecer um ambiente em todos se sintam mais incluídos e livres para cuidar da alimentação. Em um ambiente respeitoso uma pessoa se sentirá melhor em comer um bolo da festa de aniversário se souber que ninguém a está julgando, isso melhora o clima e interação entre os colaboradores.
E contratar palestras e programas de educação em saúde, assim você consegue trazer os pontos que eu abordei de forma mais estruturada e dependendo da frequência se construirá uma cultura de cuidado entre os colaboradores.
Uma palestra sobre alimentação saudável pode fazer parte do SIPA, Semana da Saúde, Programa de Qualidade de Vida, Campanhas internas, Ações de Saúde Mental, Treinamentos de bem-estar.
Minha sugestão é que faça um calendário dos temas que gostaria de abordar sobre alimentação e trazer a cada 3 meses. Isso ajudará os colaboradores a se organizarem e pensarem no processo individual de mudança.
Para que a palestra gere o impacto esperado você precisa observar se o profissional escolhido tem uma abordagem baseada em ciência, uma fala acolhedora e empática. É importante que a profissional ou o profissional tenha uma linguagem acessível e consiga fazer com que todos se sintam parte daquela palestra e que realmente foi feito para eles.
E se trouxer exemplos práticos e focados em comportamento alimentar, melhor ainda porque permite identificação e uma visão mais ampliada da alimentação.
Eu costumo dizer que falar sobre comida nunca é apenas sobre comida. É falar sobre como as pessoas se relacionam com suas emoções, seu corpo, com as outras pessoas e com seu próprio cuidado.
A comida também faz parte dos momentos sociais, então falar de comida é falar sobre como as pessoas interagem entre si e consequentemente um ótimo momento para trabalhar a cultura organizacional. Esse é um excelente fechamento.
Promover alimentação saudável nas empresas continua sendo importante. Mas, para gerar mudanças reais, é preciso ir além da lista de alimentos recomendados. Quando os colaboradores compreendem o comportamento por trás das escolhas alimentares, o aprendizado se torna mais significativo e aplicável ao dia a dia. É essa mudança de perspectiva que torna uma palestra mais relevante para as pessoas e para as organizações.
Se você gostaria de levar uma palestra que vá além da alimentação para sua empresa, entre em contato comigo no whatsapp. Eu posso te ajudar!
Contato
Espero ter exposto de forma clara o que tenho a lhe oferecer, caso tenha alguma dúvida, por favor entre em contato comigo. Terei o maior prazer em lhe atender.
Nutricionista Joseane Bessa
CRN 3 51561
E-mail: unrtjisobiseas@gamli.cmo
WhatsApp: 11 93327-2619